domingo, 4 de outubro de 2009
LIDES (cerrado)
LIDES (cerrado)
O chão coberto de musgo
Molhado pela relva do orvalho
Onde o agricultor pisa pela manhã
Ao ir pro trabalho
A roça que lhe é confiada
A produção é insuficiente
A vegetação do cerrado diminuiu
Mesmo que a lavoura aumente
A savana brasileira se destruiu
Destruiu-se o meio ambiente
Espécies vegetais desapareceram
Etnias sumiram
Povos nativos pereceram
Mesmo por séculos resistiram
Na historia, os esqueceram
No solo fértil se cultivava
Metade dava ao fazendeiro
Na larga o gado pastava
Desde o leite, animais e celeiro
Era o meeiro que cuidava
Alguns séculos passaram
Acabou-se a exploração do ouro
A capital do estado e do país mudaram
Foi-se embora Arraial Couros
Formosa de muitos outros
Agora aqui se fixaram
Aumentaram as cidades
Chapadas viraram lavoura
Veredas viraram lagos
Na seca, círculos verdes
O mais novo sistema irrigado
Para tudo isso contrapor
Latifúndio vira assentamento
Desempregado vira agricultor
Entre tantos desentendimentos
Nova forma, vamos propor
Só agropecuária não da certo
Pior ainda com veneno
Que muitos chamam de remédio
Não é isso que queremos
Mas, é difícil fugir desse assédio
Uma nova forma de olhar
A vida que a nossa volta está
Agroextrativismo agroecológico
Uma forma de preservar e respeitar
A natureza nos fartar.
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